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Fim do parcelamento sem juros segue em debate no Brasil

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Proposto pelo setor de cartões de crédito no início do ano, o fim da prática do parcelamento sem juros deverá ser um dos principais temas de debates no comércio ao longo de 2018. Essa medida, que tem como justificativa a redução de custos e maior agilidade no repasse do valor, possui grande rejeição tanto entre os consumidores quanto entre varejistas.

Em debate desde 2016, a proposta do setor de cartões de crédito é substituir o atual modelo por um novo, em que é oferecido um crediário ao consumidor para que o mesmo possa utilizá-lo para parcelar compras em qualquer loja. Como contrapartida para o comércio, as operadoras de cartões reduziriam o prazo para repasse do valor para os lojistas para cinco dias. Atualmente o repasse ocorre 30 dias após a compra.

Em recente evento da Câmara Espanhola de Comércio, o presidente do Banco Central afirmou que a autoridade monetária busca reduzir os custos do sistema de cartões, aproximando o modelo das práticas internacionais, porém não prevê a extinção do método de parcelamento sem juros. Ele ainda ressaltou que o BC pretende estimular o uso de meios eletrônicos de pagamento, como o cartão, por ser mais eficiente e seguro que o papel moeda.

 

No setor de e-commerce, o cartão de crédito é essencial, sendo utilizado em 62% das compras efetuadas em 2017, conforme estudo do E-Commerce Radar Atlas, sendo mais da metade delas com pagamento parcelado. Neste cenário, uma mudança na forma de parcelamento pode afugentar o consumidor, como explica Adriana Maia da loja virtual Impressora.com:

“Claro que o melhor cenário, tanto para o comerciante quanto para o consumidor, é o pagamento à vista, onde recebemos antes e podemos oferecer o melhor valor para o cliente. Porém, quando pretende comprar um produto de alto valor, o parcelamento torna-se a forma mais viável para muitos deles. Inserir juros em cada parcela pode fazer com que o cliente decida segurar ou mesmo desistir da venda”.

O Banco Central pretende continuar os debates com operadoras e varejistas, visando reduzir as taxas incidentes sobre as operações de débito, e também sobre o parcelamento sem juros. No momento irá priorizar a questão do débito, que considera de mais fácil solução, para posteriormente analisar o parcelamento de cartões.

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